sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Ideias de estimulação sensorial aliado à música para trabalhar com crianças com autismo



..."Nessa minha caminhada como mãe e no meu trabalho com o CORA, percebi e aprendi sobre as necessidades sensoriais que nossas crianças apresentam. Então, conversando com minha amiga Adriana Fernandes, Fonoaudióloga e especialista DIR/Floortime, pude perceber como essa abordagem pode ser uma forte aliada ao trabalho com música. E desde então tenho me aprofundado no assunto para melhor atender às necessidades dos meus alunos. Tenho alguns alunos que ficam pulando e batendo em coisas, em busca de estímulos sensoriais. Procuro neste caso, proporcionar uma experiência sensorial oferecendo a esse aluno saltar no trampolim, ou saltar na bola suíça, eles adoram. Assim fica mais fácil o engajamento nas atividades musicais. A criança recebe um input proprioceptivo e vestibular saltando na bola. Com a música que canto enquanto ela pula, no ritmo da música, consigo um bom contado ocular e às vezes consigo que ela cante comigo alguns trechos. Por incrível que pareça uma atividade onde a criança está em movimento, pode proporcionar uma interação muito produtiva e benéfica para as crianças. Com a bola podemos fazer outras atividades relaxantes como deitar sobre ela, rola para cima e para baixo, e etc. Uma das premissas do Floortime é a motivação. A criança motivada consegue interagir com pais e terapeutas. Segundo Greespan: “Nós realmente precisamos mudar essa dicotomia histórica da cognição por um lado, as emoções, por outro lado, e perceber que nossas emoções são o combustível que dão origem ao comportamento social, mas também a diferentes níveis de inteligência” 

Michele Senra 
musicautista tem um blogue aqui . Eu fiquei tentada a segui-la.

Hoje andámos a etiquetar as plantas do nosso jardim


Ontem andámos com a Dona Ana Rosa a visitar o Jardim anexo à nossa horta. Como não sabíamos o nome das p+lantas que lá estvam, perguntámos-lhe. Ela disse-nos o nome dee cada uma delas. Anotámos em papel e depois o Gonçalo escreveu em computador. Como iam ficar ao ar livre plastificámos em pequenos cartões.


A Dona Ana que é muito nossa amiga trouxe-nos canas para podermos pôr os cartões e assim colocarmos junto às plantas no canteiro.


 O Luís que gosta de tudo limpinho não resistiu à tentação de limpar muito bem as canas.


 Viram como ficaram tão bem as canas com os cartões identificativos? Fizemos dez cartões que distribuimos pelo Gonçalo e pelo Luís. Depois das contas feitas deu 5 cartões a cada um.


A Dona Ana gostou muito do resultado do trabalho. E os meus " meninos" também estavam muito orgulhosos.

Um a um todos os cartões foram colocados depois de identificadas de novo todas as plantas.


O resultado foi este.


 Vêem os cartõezinhos vermelhos a espreitarem no meio do verde? Parecem pequenas flores.


Ah, claro, faltava a fotografia de grupo. Quando fizerem um jardim lembrem-se de nós. Mostrem-no também. Boas sementeiras ou plantações.


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Como diminuir a sensibilidade auditiva no Autista

(foto da net)
Publicado a 31 Dezembro, 2013 Por Thalita Carvalho em Artigos aqui

A gente evita ao máximo expor nossos pequenos a estas situações desagradáveis, mas não é possível fazer isto sempre. E a passagem de ano é uma destas situações, mesmo que a gente não solte fogos em nossa casa, muita gente o faz! 
Então a gente vai falar aqui de algumas dicas para ajudar nossos filhos a passar por estas situações da melhor maneira possível 
A sensibilidade auditiva no Autista foi definido de uma forma bem fácil de entender pela Mary Temple Grandin uma autista de alto funcionamento bem sucedida profissionalmente e hoje com 66 anos, ela disse que a sua audição funciona como se ela usasse um aparelho auditivo cujo controle de volume só funciona no “super alto”. 
É como se fosse um microfone ligado que capta todo barulho ao redor. E ela tem duas escolhas: deixar o microfone ligado e ser inundada pelo barulho, ou desligar. Por isso ela e muitos autistas parecem surdos, eles simplesmente desligam este sentido para não sentir o incomodo do excesso de barulho. 

O que pode ser feito: 

Reforço Use o reforço positivo ou negativo: Faça o barulho que incomoda seu filho e ao ve-lo tapar o ouvido faça algo que seja incomodo para ele, como passar bucha vegetal nas mãos por exemplo. Geralmente nós mães temos dó de fazer isto com nossos filhotes, mas não é nada que vá machuca-lo ou stressa-lo, mas existe o reforço positivo, com o nosso filho ele detesta o liquidificador por exemplo e eu vou com ele para cozinha e faço o suco dele no liquidificador e não deixo ele por as mãos no ouvido quando o suco fica pronto eu explico que para ter o suco precisa do barulho e o suco passa a ser o reforço positivo! 

Exercício 1. Aprender a ouvir barulhos e sons espontâneos 
Pedimos para criança para ficar em silêncio (se for confortável pra ela de olhos fechados) e escute. Pedimos para que ele observe sons como: um carro que passe na rua, o latido do cão, o som do vento, a máquina de lavar, a porta que se abre. E pedimos a criança que o identifique. Podem ser feitos em casa, sentado em uma praça, ou onde sua imaginação mandar. Também pedimos que a criança escute os sons dentro de sí: A batida do coração, o barulho da respiração o barulho da barriga dentre outros. Este exercício servirá para que a criança aprenda a identificar os sons e também para perceber quais ruidos incomodam para ser trabalhados mais tarde. A ordem será: “(nome da criança) o que você escuta?” 

Exercício 2. Aprenda a ouvir os sons e ruídos causados. Este exercício é realizado sentado à mesa. pede-se que se faça de olhos vendados, mas se a criança se sentir incomodada com isto se posicione atrás da criança, faça os sons e pergunte : “o que você ouve?” Deixo uma lista de idéias:
 – papel de corte com a tesoura 
– batendo na mesa com os nós dos dedos 
– passar prego em alguma superfície 
– bata bola 
– Bater com um martelo 
– afiar um lápis 
– Dobre o papel 
– palmas 
– estalar os dedos
 -Barulhos com a língua 
– Apito 
– Soltando um objeto no chão 
– Despeje o líquido um copo 
– bata com uma colher de chá em um copo 
– fechar um zíper 
– escreva com giz no quadro negro 
– Escreva em papel 
– Deixando uma xícara no pires 
– Dê uma mordida em uma maçã 
– Corte com uma faca 
– comer algo crocante 
– Assoar o nariz 
– Jogue um molho de chaves no chão 
– Instrumentos: flauta, castanholas, xilofone, apitos, etc. 
– sons onomatopaicos de animais dentre outros. 

 Profissionais que podem ajudar 

Terapeuta Ocupacional 
 Eles desempenham um papel fundamental nas dificuldades sensoriais por meio de programas e, muitas vezes a adaptação dos ambientes para garantir aos indivíduos ter uma vida tão independente quanto possível. terapeuta da fala e linguagem Muitas vezes o uso de estímulos sensoriais para incentivar e apoiar o desenvolvimento da linguagem e interação. 

musicoterapeuta Usa instrumentos e sons (estímulos auditivos), para incentivar e desenvolver os sistemas sensoriais, principalmente o sistema auditivo. Trabalhar esta sensibilidade auditiva nos autistas demora um certo tempo, mas vale a pena !

Criança autista: entenda como a rotina ajuda na convivência

A rotina para a criança autista
O autismo não é uma doença, mas um transtorno, que geralmente se manifesta até os 3 anos de idade. A grande dificuldade de identificação dos sintomas na criança autista é que não existem ainda exames que possam detetar e confirmar o autismo, apenas quadros comportamentais, sendo o mais comum o déficit de comunicação.
Existem outros padrões que podem ser observados, como comportamentos repetitivos, a pessoa caminha ou balança por muito tempo, tem dificuldade em comunicar ou de compreender o que se quer dela.
A criança/jovem autista costuma ter um reportório restrito de interesses e atividades, normalmente repetidas e baseadas na segurança que essa repetição lhe transmite .Por essa razão, a rotina é um fator importante na aprendizado dessas crianças/jovens, assim como um fator tranquilizador.
Um dos grandes fatores de stress para autistas é a falta de previsibilidade. A criança autista pode ficar horas olhando um objeto ou brinquedo, tranquila com a sensação que ele lhe passa por ser conhecido. O autista é ansioso, e a rotina  proporciona-lhe segurança.
Entenda a criança autista
É preciso aprender como interagir com a criança autista. A rotina é importante, mas nem sempre é possível mantê-la. Um fato novo pode surgir ou algo pode ser incluído no planeamento diário por necessidade. Nesse caso o ideal é explicar em poucas palavras, olhando bem para a a pessoa.
“Não podemos fazer à força, se necessário, faça só uma parte”.
Um feriado pode ser um fator de stress para quem tem autismo. Afinal, pode cair num dia de semana. Automaticamente, o autista pega sua mochila para ir para a escola, pois é dia de aula.
Por outro lado, coisas concretas como a condução ou a mochila usados para ir à aula costumam ajudar a materializar datas e ações. Uma viagem pode ser explicada com a ajuda da mochila, por exemplo.
A inclusão social da criança autista, além de ser um direito, é uma necessidade. A preparação dos professores ainda é um dos desafios na escola. Em casa, o fato de ter irmãos que não têm autismo costuma ajudar no desenvolvimento e também significa maior autoestima. Além de interação entre as crianças reduz-se uma possível superproteção por parte dos pais.
artigo adaptado de Ormnews escrito por Doutíssima em 16 agosto 2015

Educação Fisica e Autismo

"Para atender não só a autistas, mas a qualquer público com necessidades específicas, todos sabemos que o Profissional de Educação Física tem que se informar a fundo sobre seus sintomas e suas limitações. No caso do autismo, os portadores do transtorno podem apresentar afetação qualitativa nas suas relações sociais, alterações da comunicação e da linguagem, falta de flexibilidade mental e comportamental. Mas, para Chrystiane Toscano, só esse conhecimento não basta. O Profissional deve levar em conta, também, todo o contexto social em que a criança ou o adolescente está inserido, ou seja: a observação é fundamental. “Conhecer sua história de vida e identificar quais são as suas possibilidades e dificuldades reais de interação com o meio me conduz à projeção de sele- ções de procedimentos mais legítimos”, explica. Rodrigo Brívio acrescenta outra qualidade que o profissional de Educação Física deve ter para trabalhar com autistas. “Além do conhecimento, tem que ter persistência. Você sabe da capacidade daquele aluno, vê que somente ele é capaz de fazer aquele determinado exercício e ele não faz, e eu não sei explicar porque ele não quer fazer. Você tem que persistir naquilo que acredita que realmente vai dar certo”. Ele também alerta para que o profissional tenha preparo emocional a fim de poder conviver com todas as dificuldades que os autistas enfrentam no seu cotidiano, pois o envolvimento é inevitável. “Não adianta dizer que vai ser só alegria, que vai vir pra cá e fazer um trabalho bonito, não é bem assim. Você conquista coisas junto, sofre junto com aquele aluno por questões da escola: a dificuldade dessas crianças com a escola é muito grande, é uma batalha a cada dia. Então não é “fiz aqui os 35 minutos, acabou e tchau”. Não é isso. O envolvimento emocional é muito grande”"



Não resisti a copiar este pedacinho de texto no artigo que li aqui. Já testemunhei algumas evoluções com alunos que fizeram educação física com professores que se afeiçoaram e dedicaram aos alunos e conseguiram grandes progressos. Sei que é possível esta ligação e estes progressos são reais e valiosos. 
Por exemplo a Cama elástica aliada a outros exercícios ajuda na percepção motora o desenvolvimento e a socialização, as sessões de ginástica artística estimulam o contato físico e disciplinam as crianças com autismo. É precisa muita persistência e preparação psicológica, mas os resultados são animadores. Os pais notam melhoria nas crianças já no primeiro mês de atividade e alguns desenvolvem a comunicação chegando até a pronunciar suas primeiras palavras.

Caderno de atividades

Adoro estes caderninhos de atividades. Podem ser levados para todo o lado e enquanto brincam também podem aprender. Podemos escolher as atividades de acordo com os interesses e capacidades de cada aluno/ criança e fazê-lo com os mais diversos materiais. Ah e é também uma forma de manter os filhos ocupados enquanto conversamos com amigos ou almoçamos. Que acham?


No Youtube podem encontrar muito mais ideias. Dêm por lá uma olhada.

Gostamos de fazer as nossas próprias atividades


Nós gostamos de construir as nossas próprias atividades. O Gonçalo também colabora. Desta vez ajuda com as molas. É ele que abre as molas para que eu possa por a fita cola e prender as sílabas que vão fazer parte dum jogo que o Luís amanhã vai pintar. Aproveitamos para trabalhar a motricidade fina com estes pequenos gestos.


O Gonçalo foi escolhendo as cores ao acaso. Não era importante para já que houvesse uma cor definida. Na atividade que amanhã completaremos verão que há ajudas suficientes para que se conclua esta tarefa sem grandes problemas, mesmo para quem esteja a iniciar o processo da aprendizagem da leitura.