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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Aprenda a usar a massa de modelar como recurso terapêutico no Autismo


Massa de modelar é divertida, isto já é um consenso, mas é terapêutica? Sim!!

A famosa “massinha” não apenas fornece a criança com Autismo a oportunidade de explorar a sua criatividade, mas também é um importante meio pelo qual você pode estimular várias habilidades sensoriais, motoras, cognitivas e até sociais! (Você não imaginava tanto, não é? ).

Ah, estamos aqui falando de Autismo, mas tudo neste post é válido para qualquer pessoa, independente da condição de saúde. Ou seja, você pode usar esse recurso com pessoas com outras condições, ok?

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Do ponto de vista sensorial o amassar, enrolar, furar, espremer , achatar e esticar proporciona além da sensação da textura, a sensação proprioceptiva.

Adicionando cores e aromas para a massa, você proporciona sensação visual e olfativa.

Caso haja aversão por parte da criança, essa oferta deve ser graduada. Deve-se, inicialmente, incentivar o jogo com uma pequena quantidade.

Coloque pequena quantidade nas mãos da criança e deixe-a puxar a massa . Também incentive enrolar a massa entre os dedos, sobre a mesa ou usando as palmas das mãos juntas. À medida que a criança estiver mais confortável, aumente a quantidade utilizada na brincadeira.

Você pode adicionar textura a massa, sabia? Que tal usar arroz??

Dica importante: aplique talco/óleo nas mãos da criança para evitar que a massa grude.

Pensando nas habilidades motoras, massa de modelar pode ajudar a melhorar a força, a destreza e até a coordenação.

Beliscar a massa e rolar entre os dedos hábeis também ajudam a estimular o desenvolvimento das habilidades finas da mão.

O uso de tesouras, rolos e outros artifícios pode ajudar a melhorar a coordenação bilateral (ou seja: envolver ambas as mãos nas tarefas).

Brincadeiras que estimulem as habilidades cognitivas podem ser exploradas: separe as cores, siga a sequência que estou ensinando, faça formas, letras e números (ensinando conceitos), são alguns dos pedidos que estimulam o trabalho cognitivo. Até estereognosia você pode explorar: “adivinhe o que foi que fiz!!”

Misturar e combinar pode ajudar a aprender o conceito das cores e das quantidades, basta você usar a mansinha nesta perspectiva.

E as habilidades sociais?

Brincar com alguém já dá a oportunidade de socialização. A troca de cores e objetos, a parceria nas brincadeiras e as perguntas e respostas de como fazer, são exemplos que envolvem socialização.

Bem, agora que você viu o quanto a massa de modelar é um recurso terapêutico, aprenda clicando aqui uma receita de massinha de modelar comestível!!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Você sabe o que é Snoezelen?

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Um ambiente terapêutico cheio de luzes, cores, cheiros e sons. Essa é a sala de Snoezelen!
O Snoezelen foi desenvolvido na Holanda, em 1975 e tem como objetivo promover a exploração do ambiente, o relaxamento mental, físico e as competências sociais.
Na sala de  Snoezelen você encontra equipamentos específicos que permitem a exploração controlada dos diversos sentidos: tátil, visual, olfativo, auditivo, vestibular e propriocetivo. Estes equipamentos podem promover a “estimulação contingente”, na qual o utilizador desenvolve um comportamento que irá desencadear uma resposta do equipamento, ou não contingente, em que este apenas recebe um estímulo e a sua resposta não apresenta qualquer alteração no ambiente.
Separamos um vídeo da sala de  Snoezelen terapeuta ocupacional María Rosa Castillo e também alguns trechos com o uso desse espaço:



Entre os referidos equipamentos encontram-se rádios, projetores, bolas de espelhos, fibras óticas, colchões de água, tubos de espuma, óleos de aromaterapia e balanços. Existe também a possibilidade de montar uma sala de Snoezelen com materiais de baixo custo.

 As sessões realizadas nessas salas podem ser individuais ou de grupo, e o papel dos profissionais, que são facilitadores nesse ambiente, deve ser o de permitir e encorajar a interação dos participantes com o equipamento destinado à estimulação.


A eficácia do Snoezelen na redução das estereotipias em adultos com deficiência intelectual: um estudo de caso da intervenção da terapia ocupacional em salas de estimulação multissensorial

sábado, 5 de dezembro de 2015

Jogos para estimulação sensorial



Hoje deixo-vos algumas ideias de jogos sensoriais que podem fazer com materiais simples que podem encontrar aí por casa. Já viram como é tão simples encontrar soluções que nos ajudam a resolver os problemas da falta de material apropriado para ajudar o desenvolvimento  dos nossos meninos? Estes são fantásticos para estimular o desenvolvimento sensorial e pode ser muito divertido construi-los.
Mãos à obra!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Como fazer um canto multisensorial


E aqui está uma ideia em conta para criar um cantinho multisensorial. Pouco a pouco, outros materiais virão!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Ideias de estimulação sensorial aliado à música para trabalhar com crianças com autismo



..."Nessa minha caminhada como mãe e no meu trabalho com o CORA, percebi e aprendi sobre as necessidades sensoriais que nossas crianças apresentam. Então, conversando com minha amiga Adriana Fernandes, Fonoaudióloga e especialista DIR/Floortime, pude perceber como essa abordagem pode ser uma forte aliada ao trabalho com música. E desde então tenho me aprofundado no assunto para melhor atender às necessidades dos meus alunos. Tenho alguns alunos que ficam pulando e batendo em coisas, em busca de estímulos sensoriais. Procuro neste caso, proporcionar uma experiência sensorial oferecendo a esse aluno saltar no trampolim, ou saltar na bola suíça, eles adoram. Assim fica mais fácil o engajamento nas atividades musicais. A criança recebe um input proprioceptivo e vestibular saltando na bola. Com a música que canto enquanto ela pula, no ritmo da música, consigo um bom contado ocular e às vezes consigo que ela cante comigo alguns trechos. Por incrível que pareça uma atividade onde a criança está em movimento, pode proporcionar uma interação muito produtiva e benéfica para as crianças. Com a bola podemos fazer outras atividades relaxantes como deitar sobre ela, rola para cima e para baixo, e etc. Uma das premissas do Floortime é a motivação. A criança motivada consegue interagir com pais e terapeutas. Segundo Greespan: “Nós realmente precisamos mudar essa dicotomia histórica da cognição por um lado, as emoções, por outro lado, e perceber que nossas emoções são o combustível que dão origem ao comportamento social, mas também a diferentes níveis de inteligência” 

Michele Senra 
musicautista tem um blogue aqui . Eu fiquei tentada a segui-la.