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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Terapia ocupacional e autismo



Estima-se que 60 a 70% das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresente um distúrbio sensorial (Adamson, 2006). Estudos têm demonstrado que as pessoas com TEA são mais lentas para integrar informações sensoriais recebidas por seus sentidos, tornando a sua velocidade de processamento muito mais lenta. Isso pode de alguma forma explicar por que as crianças com TEA são frequentemente sujeitas a “colapsos” (entenda-se reações exacerbadas) decorrentes da sobrecarga sensorial.

Crianças com TEA não têm os “filtros” apropriados para descartar informações irrelevantes e isso leva a sobrecarga sensorial. Durante a aula, eles podem estar processando, por exemplo, o ruído do corredor, ao mesmo tempo que tentam lidar com as informações auditivas do professor explicando a lição e dos colegas que conversam em paralelo durante a aula. Essa sobrecarga sensorial pode se apresentar de várias maneiras, tais como comportamento desafiador, retirada e desligamento completo.

Existem, no entanto, um certo número de estratégias simples que podem ser utilizadas na sala de aula ou em casa para adicionar de forma eficaz os filtros sensoriais que muitas vezes essas crianças precisam. Os terapeutas ocupacionais são a chave para essa intervenção. Adicionando os filtros corretos e as intervenções, direcionando cada sistema sensorial, isso ajuda o sistema nervoso da criança se tornar mais organizado/regulado e, portanto, ajudando criança a ter atenção e desempenho eficazes no ambiente.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Terapia Assistida por Animais e Autismo Infantil




O Autismo infantil integra as perturbações globais do desenvolvimento. Nas
patologias do espectro autista, verificam-se sempre: alterações das capacidades
de comunicação, alterações ao nível das interações sociais, um aspeto restritivo,
repetitivo e estereotipado dos comportamentos, interesses e atividades. Os
primeiros sintomas surgem, habitualmente, entre os 30 e os 36 meses. No
entanto, na maior parte dos casos, os sinais precursores podem surgir logo após
os 12 meses.
Na síndrome autista típica observam-se perturbações ao nível do contacto
(interações sociais, isolamento, recusa ou fuga ao contacto, ausência de
expressão facial, etc), perturbações da linguagem e da comunicação (a linguagem
não surge na idade habitual e esta ausência de linguagem não se faz acompanhar
de qualquer tentativa de comunicação), não há jogo do “faz de conta” ou imitação
social que são tão importantes no desenvolvimento infantil. Verificam-se, ainda,
reações estranhas e restrições de interesses, reações de angústia, agressividade
ou cólera, perante as mudanças e situações de surpresa ou como resposta à
frustração, hipo ou híper reação aos estímulos e alteração das funções
intelectuais.
Relativamente à aplicação das terapias assistidas por animais, vários estudos de
casos têm demonstrado que a presença do cão nas terapias é benéfica,
proporcionando um aumento significativo dos comportamentos positivos (tais
como sorrisos, contacto físico e visual) e diminuição de comportamentos
negativos (como a agressividade, alienação, isolamento, entre outros).
No estudo de Redefer et al. (1989), observou-se que a fuga ao contacto e
isolamento diminuíam significativamente na presença do cão de terapia,
enquanto que as interações iniciadas pela criança com o terapeuta aumentavam
em comparação com as sessões em que o cão não estava presente. A criança
aliava-se ao terapeuta em jogos simples, verificando-se aumento do contacto físico, afetivo e imitação das ações do terapeuta. As crianças mostravam menos
comportamentos negativos e repetitivos (postura das mãos, zumbidos e outros
ruídos produzidos) demonstrando outros comportamento socialmente mais
apropriados.
Os benefícios deste tipo de intervenção não se prendem apenas à presença do
cão de terapia, mas ao facto do cão conduzir a mais interações entre paciente e
terapeuta. O terapeuta coordena as interações entre a criança e o cão, ensinando
ativamente a criança a comunicar, interagir e brincar com o cão. Deste forma, a
criança vai desenvolvendo as competências sociais e cognitivas que se
encontram em deficit, sem ser forçada a nada, sem frustrações. O cão
proporciona segurança nestes contactos, sendo a motivação para a interação
muito maior.


Itana Cruz
Psicóloga Clínica
Coordenadora de Projetos de Intervenção Assistidas por Animais
Vinculum Animal Lisboa

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A sala SNOEZELEN é...


A sala de Snoezelen é uma sala multi-sensorial que tem como objectivo a estimulação sensorial e/ou a diminuição dos níveis de ansiedade e de tensão.


O Conceito da sala de Snoezelen proporciona conforto, através do uso de estímulos controlados, e oferece uma grande quantidade de estímulos sensoriais, que podem ser usados de forma individual ou combinada dos efeitos da música, notas, sons, luz, estimulação táctil e aromas.

O ambiente, que a sala de Snoezelen proporciona, é seguro e não ameaçador, promovendo o auto-controlo, autonomia, descoberta e exploração, bem como efeitos terapêuticos e pedagógicos positivos.

O ambiente multisensorial permite estimular os sentidos primários tais como o toque, o paladar, a visão, o som, o cheiro, sem existir necessidade de recorrer às capacidades intelectuais mas sim às capacidades sensoriais dos indivíduos. A confiança e o relaxamento são incentivados através de terapias não directivas.

O uso de um ambiente multisensorial permite que as terapias sejam únicas para cada utente.

Benefícios da Sala de Snoezelen 

Promove o relaxamento, lazer e diversão;
Estimula os sentidos primários;
Permite a exploração, descoberta, escolha e a oportunidade de controlar o ambiente;
Aumenta a compreensão do utente em relação ao gosta/não gosta;
Permite a estimulação esfincteriana;
A variedade de actividades permite explorar as necessidades bem como as preferências;
Permite o trabalho individual ou em grupo, servindo para o controlo da ansiedade;
Incentiva o movimento e a motivação;
Motiva para a aprendizagem;
Facilita a libertação de stress;
Promove a consciência da equipa técnica sobre a importância dos sentidos primários;
O uso de equipamento sensorial pode ser benéfico para todas as idades e diagnósticos;
Estimula o surgir de emoções positivas tais como o bem-estar, relaxamento, satisfação e alegria.

O equipamento que constitui a sala estimula a interacção do indivíduo com o que o rodeia, bem como, a construção e estruturação de imagens do seu mundo. 


Esta é a sala que existe no Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal

sábado, 21 de novembro de 2015

A escrita: a importância da pinça

A pinça é importante para a escrita. Muitas vezes as crianças desistem porque realmente cansa e fica difícil.
Para cuidar de algumas pinças e estimular o movimento correto algumas professoras testaram o uso do prendedor no lápis. Gostaram da estratégia pela praticidade e conforto às crianças.
Ressalto que algumas crianças vão precisar de uma avaliação e intervenção mais específica na terapia ocupacional e em outras. Mas, as estratégias pedagógicas precisam acontecer. Estimular, olhar, adequar, escutar... importante para o aprender. Na foto abaixo percebe-se a adequação do movimento sendo feita.


 

domingo, 18 de outubro de 2015

Musicoterapia e Autismo

Uma das opções de tratamento para autismo é a musicoterapia porque ela utiliza a música em todas as suas formas com participação ativa ou passiva do autista, alcançando bons resultados.
Através da musicoterapia o autista pode comunicar de forma não verbal exprimindo seus sentimentos e, como nas sessões o importante é participar e não somente alcançar algum resultado, ela desenvolve a autoestima.

Benefícios da Musicoterapia para Autismo

Os benefícios da musicoterapia para o autismo incluem:

  •  Facilitação da comunicação verbal e não verbal, o contato visual e tátil; 
  • Diminuição dos movimentos estereotipados; 
  • Facilitação da criatividade; 
  • Promoção da satisfação emocional; 
  • Contribuição para organização do pensamento; 
  • Contribuição para o desenvolvimento social; 
  • Ampliação da interação com o mundo; 
  • Diminuição da hiperatividade; 
  • Melhoria da qualidade de vida do autista e de sua família. 
Estes benefícios poderão ser alcançados a longo prazo, mas logo nas primeiras sessões  se pode notar o envolvimento do autista e os resultados alcançados são mantidos por toda a vida.
As sessões de musicoterapia devem ser realizadas por um musicoterapeuta certificado e as sessões podem ser individuais ou em grupo,mas os objetivos específicos para cada um devem ser sempre individualizados. Veja uma reportagem da TVSuprenBrasilia sobre o autismo: